Carnaval passou. E, por favor, me reparem bem nestes programas de cinema. Isso lá tem cabimento? Tirando-se o filme inglês Luta incerta, em que eu não faço muita fé mas que enfim pode (...) Leia mais...
Eu sei que se mostrarem jamais esta crônica a Rossellini ele é bem capaz de querer me quebrar a cara, mas não posso resistir à tentação de contar como vi Ingrid Bergman a primeira vez. Havia (...) Leia mais...
A nossa conversa de outro dia, meu caro Occhialini, deixou-me, além da tensão intelectual provocada por suas colocações cinematográficas, numa grande angústia poética. É que você, homem da física (...) Leia mais...
Eu tenho por hábito não perder fita em que aparece o nome de Eric von Stroheim no cartaz. Fico sempre na esperança de que o veterano ator alemão ponha a mão na máquina, porque, não sei se sabem, (...) Leia mais...
Julgamos de interesse público a publicação da carta aberta abaixo transcrita, dirigida ao editor de The Times e subscrita pelos mais famosos homens de cinema da Inglaterra a propósito da (...) Leia mais...
Quem é? É claro que é Dorothy Lamour. Não só dos deuses, mas das forças armadas americanas, e de muito paisano também que anda por aí, entre os quais modestamente me coloco. Por quê? Vai-se lá (...) Leia mais...
Poucas coisas serão tão belas quanto a imagem de Joana d'Arc criada por Joseph-Delteil. Não será talvez tão autêntica quanto a de Bemanos, onde se pode quase sentir a criatura física, isenta de (...) Leia mais...
O consórcio Emilio Fernandez-Gabriel Figueroa deve andar em franca lua-de-mel. Esse casamento, cujos proclamas correram em todas as línguas, teve uma grande fase inicial, produzindo alguns (...) Leia mais...
Há em Hollywood, desde velhos tempos, a superstição de que quando morre um ator, dois se lhe seguem. Três são sempre os que devem morrer, e uma série de coincidências têm ajudado a manter viva a (...) Leia mais...
Chamou-me a atenção, há coisa de dias, uma crônica do meu ilustre colega de A Noite, Francisco de Assis Barbosa, onde havia menção de um telegrama no qual se faziam maus prognósticos sobre (...) Leia mais...
O macabro sempre foi, na arte, em especial na música e na literatura, grande assunto para certas evasões mórbidas, certos impulsos do artista na sua ânsia de revelar o desconhecido. Foi, porém, o (...) Leia mais...
Em fins de 1949 eu, sabedor de que vários amigos meus achavam-se no México - e entre os mais provectos havia o pintor Di Cavalcanti, que eu não via desde muito - arrumei uma carona de automóvel em (...) Leia mais...
Está em cartaz esta semana um filme, O menino e o elefante, assinado por dois diretores: Zoltan Korda e Robert Flaherty. Esqueçam o primeiro. O segundo é o que se pode chamar um gigante da (...) Leia mais...
Fui ontem ver, com a morte n'alma - digo com a morte n'alma, porque tinha os piores prognósticos a respeito - este filme A secretária de malandro, de Bing Crosby. Mas qual não foi a minha (...) Leia mais...
Benza-o Deus, esta que hoje entra se enuncia mais pródiga um pouco do que ver nas telas cariocas. Olhem que tem sido labor ingrato para o cronista estar sempre espinafrando, sempre fazendo caçoada (...) Leia mais...
A semana cinematográfica que se anuncia é destas que, sem chegar a encher as medidas, levanta o moral de um cronista. Não há nada que se pareça com um Luzes da cidade, mas há pelo menos (...) Leia mais...
A Columbia faz saltar desta colorida caixa de surpresa uma legião de lindas bonecas sorridentes, na mostra mais impressionante de nudez dentro dos códigos de moral de Johnston Office que já me foi (...) Leia mais...
Em recente palestra no Círculo de Estudos Cinematográficos o escritor Aníbal Machado (perdoe a formalidade, querido compadre e amigo!) iluminou seus comentários sobre as grandezas e misérias do (...) Leia mais...
Quando eu vi O terceiro homem pela primeira vez - e esta é a quarta - já tinha lido a novela do romancista inglês Graham Greene, sobre a qual foi feito o filme. A novela é seca, nervosa e (...) Leia mais...
Dois mil filmes durante vinte anos de festivais - películas de quarenta paises já desfilaram na tela do palácio - bênção para o festival brasileiro de 54 - força que levanta o moral do (...) Leia mais...
Figueroa, mestre do cinema mexicano, filmará no Brasil - Silvana Mangano agitou o ambiente com sua presença - a respeitosa, de Sartre, transformada numa classe "b" de Hollywood - a (...) Leia mais...
Gênios e canastrões no saldo do festival - Antonio Villar, o português, outro que sonha com fazer filme no brasil - celebrações, documentários, arte retrospectiva, surrealismo, (...) Leia mais...
Um gato que usa óculos "mefistofelinos" - com o siroco africano, baixou também ao lido um bom filme sobre o continente negro - Frederic March, que com Pierre Fresnay, Michel Simon, (...) Leia mais...
Ando cumprindo mal meus deveres de cronista. Não está certo, não, Vinicius de Moraes. O público te paga para escrever, e você, em vez, fica a andar de bicicleta com o Rubem Braga pelas praias do (...) Leia mais...
A arte de detecção tem produzido grandes figuras, entre as quais sobrelevam Sherlock Holmes, Father Brown, Hercules Poirot, e mesmo uma ou outra mulher. Mas nesta última categoria, nunca (...) Leia mais...
Embora nossa amizade date apenas de cinco meses - uma boa amizade, que me acrescenta e honra em muito -, eu conheço Alberto Cavalcanti desde que me conheço; de início através de seus filmes, (...) Leia mais...
Ora, direis, Alberto Cavalcanti... Esse famoso cineasta brasileiro, sobre que você falou ontem, com tanta ternura, meu ingênuo cronista - não é ele o mesmo homem que a Companhia Cinematográfica (...) Leia mais...
O fato da Vera Cruz estar sub-repticiamente encabeçando a campanha contra Cavalcanti, de modo a ferir os verdadeiros interesses do cinema brasileiro, só pode espantar aos que conhecem de dentro os (...) Leia mais...
Aliás, o Festival Internacional de Veneza refletiu por certo tempo esse espírito. Iniciado muito bem em 1932, com uma simples classificação onde foram premiados, entre outros, o ator Fredric (...) Leia mais...
Hollywood! Hollywood! Que fizeste com Mark Robson, Hollywood? Mark Robson até que era bonzinho. Não era nenhum Eisenstein, nem Stroheim, Nem Gance, nem qu'est que tu penses (...) Leia mais...
Mais uma vez, com a apresentação desta nova película, confirma-se a falta absoluta de bons argumentos cinematográficos. Ansiosos por fugir aos temas simples, temendo o lugar-comum, os (...) Leia mais...
Em inglês, sereia chama-se mermaid. É mesmo o que se deve chamar, à sra. Esther Williams nesta nova produção da Metro, em tecnicolor, intitulada Amor pagão. A sra. Esther Williams está uma (...) Leia mais...
Da primeira fila à esquerda do Cine Rian - onde fui convenientemente regado pela goteira que cai do teto daquela sala de espetáculo - assisti eu a este novo musical de Betty Grable, produzido por (...) Leia mais...
Em sua entrevista coletiva da semana passada deu John Ford uma notícia alvissareira para todos os que, como eu, se interessam pelo desenvolvimento do cinema no Brasil. Disse ele que Gregg Toland, (...) Leia mais...
Que Barnabé, tu és meu é um autêntico "abacaxi", disso não resta a menor dúvida. Mas não é um "abacaxi" azedo. O filme não é muito pior que, por exemplo, uma dessas comédias americanas (...) Leia mais...
Julien Duvivier deve ter a impressão de alguém que descobriu a luz. Há um tal amor à luz nas suas imagens, que a impressão que se tem, vendo um filme seu, é de que o grande diretor teria saído das (...) Leia mais...
lh, Mané, ontem eu vi um filme de mocinho bacano-bacano, com aquele cara chamado Gari Cupér e uma moça, ih, seu, só você vendo que moça mais bonita! Imagina que logo de saída assim, o Gari Cupér (...) Leia mais...
Jovem Marta (porque você é uma jovem possivelmente universitária, não é?), sua cartinha foi uma das melhores alegrias que tenho tido nesses últimos tempos. Desde o meu finado debate sobre cinema (...) Leia mais...
Em crônica de outro dia, eu tinha prometido escrever qualquer coisa só sobre você, Lena Horne, ou melhor, Lena, ou melhor Leninha (você me permite que a chame assim?). Poderia escrever uma ode, (...) Leia mais...
(A propósito de na estrada do céu) Caríssima Marlene Desculpe eu trazer novamente à baila a minha antiga paixão por você agora que você está avó; e eu com uns dez anos (...) Leia mais...
Recebeu este cronista duas cartas de fãs, cujos textos simplesmente não pode deixar de trazer à luz. São réplicas de um jovem e uma moça e obedeceram a impulsos idênticos, de resto muito (...) Leia mais...
Faz tempo, o diretor francês Clouzot fez um filme sobre uma história de Louis Chavance que, sem ser um filme de primeiríssima classe, é um trabalho de cinematografia digno de ser visto. Otto (...) Leia mais...
Uma viagem rápida a São Paulo, durante o carnaval, pôs-me a par de várias atividades paulistas no setor cinematográfico, dentre as quais a mais importante é sem dúvida a formação da Kino (...) Leia mais...
Houve tempo em que King Vidor queria dizer tudo para nós, os intransigentes em cinema. A notícia de um filme seu representava uma certeza. Criava-se um processo de preparação, um estado de (...) Leia mais...
A decadência do cinema, que temos assistido em progressão crescente desde o advento do som e das palavras, como elementos essenciais de ação, subtrai a uma crítica que se quisera intransigente (...) Leia mais...
Alexandre Korda deve ser parente bem próximo de Cecil de Mille. Qualquer coisa assim como um sobrinho criado na Inglaterra, mais sóbrio, um pouco menos gafeur, mas que, no fundo, conservou (...) Leia mais...
Eis o novo-ano que entra, 1952. Algarismo simpático, cuja soma dá 17, número com que nunca se perde numa roleta. E que bom entrar o ano com céu limpo de chuva, folhas verdes brilhando ao sol, (...) Leia mais...
Embora industrialmente atrasado de muitos anos, devido ao complexo nacional (complexo industrialmente negativo, mas que de um ponto de vista exclusivamente brasileiro me parece, por muitos lados, (...) Leia mais...
O nome de King Vidor é uma honra para a cinematografia. Apesar do grande diretor haver, nos últimos 15 anos, sufocado o alto cinema que criara dentro da melhor linha americana, provavelmente para (...) Leia mais...
Os grandes artistas em geral não sabem mexer com pequenos conflitos. Sentem-se mal à vontade, e ao misturar os reativos que dão cor às tramas, o fazem com mão pesada, por isso que lhes falta a (...) Leia mais...
Vi ontem, no Palácio, um complemento nacional, Coisas que incomodam... que se deixa a desejar do ponto de vista estritamente técnico, revela no seu cinegrafista um bom senso de cinema e uma (...) Leia mais...
Com sua permissão, sir Lawrence Olivier, mas sábado eu dei uma entrada no Metro Copacabana, à base do araque, para rever A ponte de Waterloo. Tinha visto o filme há muito tempo, meu caro (...) Leia mais...
(A arte de namorar) Poucas atividades humanas são mais agradáveis que o ato de namorar, e é sobre a arte de praticá-lo dentro dos cinemas que queremos fazer esta crônica. Porque (...) Leia mais...
Quando se fala em montagem cinematográfica, não é de montage que se fala. Os dois conceitos andam um pouco misturados na cabeça dos fãs incipientes devido à falta de sistematização do (...) Leia mais...
No ano passado tive a sorte de ser delegado do Brasil a cinco Festivais de Cinema, ou sejam: Punta del Este, Cannes, Berlim, Locarno e Veneza. De volta, meus amigos me apelidaram "o Rei do (...) Leia mais...
O ideal de fazer cinema é um sonho que se paga caro. O material é dos mais custosos, e o cinema, como a pintura, e a escultura, é uma arte substanciosa, visto que ela exige um aparato para se (...) Leia mais...
Com uma fotografia por vezes espetacular, de Milton Krasner - a das primeiras cenas sobretudo - este filme da 2Oth. Century Fox repete uma velha história que Hollywood tem explorado à exaustão: o (...) Leia mais...
Creio no Cinema, arte muda, filha da Imagem, elemento original de poesia e plástica infinitas, célula simples de duração efêmera e livremente multiplicável. Creio no Cinema, meio de expressão (...) Leia mais...
Bette Davis é indiscutivelmente uma grande atriz, mas eu sempre tive uma pinimba qualquer com ela, que se foi acentuando com os anos e os maus diretores que a tireoideana, sacro-ilíaca, psíquica (...) Leia mais...
Não é por nada não, mas acontece que estando em um lotação, ou melhor, num microônibus, ou melhor, num corre-corre, ou melhor, num morre-morre, e sendo a tarde amena e propícia ao pensar, pus-me a (...) Leia mais...
O ator em cinema não é um indivíduo que representa, porque ele não é um indivíduo, e ele não representa não. Ao parafrasear assim o paradoxo famoso de Mallarmé sobre a bailarina, a qual (...) Leia mais...
Confesso a minha surpresa com este filme de Anatole Litvak, ern que não fazia muita fé. Saí do cinema num estado desagradável de emoção, uma emoção que não se relacionava bem com o filme visto, (...) Leia mais...
Não será o interesse pelo cinema como arte um sinal da profunda diferença que marca as duas gerações de intelectuais hoje existentes no Brasil? Lembra-me que a coisa ocorreu-me a primeira vez (...) Leia mais...
Que meu amigo J.O. me perdoe esta incursão nos seus domínios, mas para um velho cronista de cinema como eu, o filme é uma necessidade tão grande como a mulher para o homem, a cachaça para o (...) Leia mais...
O cinema, em sua natureza incipiente (inceptual), é um meio de comunicação progressista e marcha com o tempo. No que se desenvolve, a sua tendência é para se tornar cada vez mais intensivo. (...) Leia mais...
Quando Chaplin imaginou Em busca do ouro, sobre a hecatombe da Sociedade Donner - que, em 1847, antes da grande corrida para o ouro da Califórnia, organizada em expedição, perdeu-se nas (...) Leia mais...
Sam Wood, Deus lhe acrescente, veio, em meio a tanto filme ruim, fechar o ano cinematográfico com chave de ouro. Eu sei que tenho escrito pouco sobre o que anda por aí, mas não pense o leitor que (...) Leia mais...
Quando Augusto Frederico Schmidt me disse que mme. Falconetti se achava no Rio, eu cheguei a tatear por uma cadeira. Porque, no fundo, era como se eu tivesse ouvido qualquer coisa assim: (...) Leia mais...
Desta vez é o produtor inglês J. Arthur Rank quem nos presenteia com um drama folhetinesco de qualidade duvidosa, no gênero de várias películas em tecnicolor que temos assistido, ultimamente, com (...) Leia mais...
A falta de cumprimento dos meus deveres de cronista foi, na semana Passada, realmente vergonhosa - e eu me penitencio publicamente. Só pude apresentar três crônicas, e assim mesmo feitas em cima (...) Leia mais...
A reunião efetuada anteontem não pôde, infelizmente, ser noticiada a tempo, porquanto - obra da minha obstinada teimosia em querer, Welles visse Limite antes de voltar para os EUA - (...) Leia mais...
Pode-se dizer, dentro do maior rigor crítico, que o romancista Lúcio Cardoso é um mestre em "suspense". Creio, no entanto, que sua experiência como cineasta caiu um pouco dentro da fórmula "o (...) Leia mais...
Há um fenômeno de degenerescência tão epidérmico no atual cinema, que, partidarismo à parte, ninguém, nem o mais furibundo dos "talkistas", o pode negar. Quero referir-me à falta de assunto em que (...) Leia mais...
Foi durante os trabalhos de estudo e planejamento do Instituto Nacional de Cinema, numa sala do Ministério da Educação, que Alberto Cavalcanti começou calmamente a dar impulso ao seu livro, que (...) Leia mais...
A Embaixada da França ofereceu, segunda-feira, uma recepção em homenagem aos artistas franceses membros da delegação que compareceu ao Festival de Cinema de Punta del Este. Estiveram presentes (...) Leia mais...
Essa expressão "fazer fita" é de proveniência cinematográfica. O fato de se mostrar pública ou particularmente uma pessoa, por vaidade mais que por negócio, aos olhos de milhares de outras, (...) Leia mais...
Depois de um mês em Minas praticamente sem cinema (ou melhor, só cuidando de fazê-lo) fui ver este Sinfonia de Paris (An American in Paris), inspirado na famosa e fuleiríssima peça do mesmo (...) Leia mais...
Um dia, quando se escrever a história do cinema brasileiro, há de se dar a Gilberto Souto belo nicho, entre os seus melhores santos. Este carioca que saiu do Brasil com 25 anos e chegou em (...) Leia mais...
Há quase dois anos atrás, iniciando eu, a convite de Cassiano Ricardo, a seção de cinema em A Manhã, para cuja direção tinha sido chamado o ilustre acadêmico, escrevi um credo que me (...) Leia mais...
Umas poucas atrapalhações com papéis de viagem deixaram-me preso por mais de dois dias, o que me dá esta boa oportunidade de comentar um excelente filme em cartaz, que ninguém deve perder: (...) Leia mais...
Sôbolo mui prazente arrabalde do Bosque Sagrado Primo, hoje te falarei sobre o Bosque Sagrado, o correspondente vernáculo do vocábulo Hollywood. Contarei de como, passeando (...) Leia mais...
Embora trate-se de um grande trabalho, nunca fui fanático por Cavaleiros de Ferro (Alexander Névski), o celebrado filme de Sergei Eisenstein. A leitura de Film Sense (O (...) Leia mais...
Quem ainda não viu Ivan, o Terrível quando de sua primeira rodagem nesta cidade não deve perdê-lo agora. O grande filme de Serguei Eisenstein estará na tela do São José por uma semana, e (...) Leia mais...
Como esse negócio de "Como se comportar no cinema" já deu o que tinha de dar - a não ser que os leitores me queiram apresentar boas sugestões que eu, honestamente, prometo desenvolver em crônicas (...) Leia mais...
Há, esta semana, uma reprise que vale a pena para quem ainda não viu. Refiro-me ao filme Jezebel, que William Wyler dirigiu com a proficiência costumeira, e que apresenta duas boas (...) Leia mais...
Jennifer Jones é uma mulherzinha adorável. Seu rosto, ingênuo e ardente a um tempo, tem uma qualidade qualquer índia que lhe empresta o que se poderia chamar de: simulacro de temperamento. Mas é (...) Leia mais...
Outro dia eu estava reparando num passarinho andando sobre um muro. Era uma coisa impagável. Que o digam Rodrigo M.F. de Andrade e Prudente de Moraes, neto, meu grande primo, com quem eu me (...) Leia mais...
Em crônica recente, onde lembrava velhas coisas de cinema, faltou-me um nome importantíssimo do ponto de vista da arte independente, um nome que é uma bandeira para nós, maníacos do silencioso. (...) Leia mais...
Transcrevemos hoje, a título de curiosidade, o necrológio abaixo, publicado no número especial - agosto-novembro de 1951 - sobre o surrealismo da revista não-política L'Age du Cinéma, e (...) Leia mais...
Ninguém, dos que foram à pequena reunião de terça-feira na salinha do Serviço de Divulgação da Prefeitura, desconfiava da real força cinematográfica do filme de Mário Peixoto, que no entanto já (...) Leia mais...
Um dia, na cidade de Los Angeles, me foi dado ver uma coisa emocionante. Às primeiras imagens de guerra num jornal cinematográfico, o público que enchia o cinema começou a vaiar. Foi uma vaia (...) Leia mais...
O homem é um ser de defeitos, e entre estes os menores não são os que têm a ver com a falta de cordialidade e cavalheirismo. Tampouco são tais defeitos humanos característica de classe: acontece (...) Leia mais...
Vós, cidadãos homens, representantes de um mundo a que governais e, de uma civilização a que destes forma; homens de todas as classes e profissões, que fazeis governos e os derrubais, que criais (...) Leia mais...
Uma noite, no Biltmore Theater de Los Angeles, eu que vi a atriz Judith Anderson trabalhar-se por dentro no sentido de um insulto cerebral, no ato de representar a Medéia de Eurípides na (...) Leia mais...
Pouca gente sabe que antes de ser conhecido como "Charlie" - Carlitos, ou o diminutivo correspondente em todos os idiomas - as primeiras platéias gostavam de chamar Chaplin na tela de "Funny (...) Leia mais...
No meio de tanta luta, tanto duro a dar, tanta coisa a tratar ao mesmo tempo, tanto prazo a honrar, tanto festival a fazer, tanto poema a não deixar morrer; no meio de tantos golpes, contragolpes, (...) Leia mais...
Ainda hoje, o jornalista Homero Homem me fazia uma observação que não carece de bom senso. Ao lhe contar eu as dificuldades gerais com que está lutando o projeto de criação do Instituto Nacional (...) Leia mais...
Há qualquer coisa no ar a propósito de Marilyn Monroe. Ainda ontem, sentado com alguns amigos, o nome da jovem e columbesca (para usar de uma classificação da teoria "Pebisco" de meu amigo (...) Leia mais...
Sob a manchete, "Não creio que o Instituto de Cinema venha a realizar coisa positiva", a produtora Carmem Santos vem ajuntar mais um golpe - desta vez dado com um grampo de chapéu - aos muitos de (...) Leia mais...
Eu confesso que fui ver Máscara de um assassino com muitas esperanças. As notícias que corriam de que Eric von Stroheim teria metido a sua colher na panela, davam a essas esperanças grandes (...) Leia mais...
A Art-Films poderia muito bem tomar uma medida que julgo do seu próprio interesse, como se dirigir a quem de direito no sentido de serem abreviados os letreiros iniciais de seus filmes. O negócio (...) Leia mais...
Cinco anos em Hollywood, de onde venho de regressar, deixaram-me a impressão de que Hollywood, dentro do atual sistema e do atual padrão americano de vida - é um mal sem remédio. Não há (...) Leia mais...
Dirigido por Lloyd Bacan, este novo tecnicolor de La Grable - como a chamam os publicistas de Hollywood - conta a história do estróina cinematográfico mais estereotipado de Hollywood, aliás um (...) Leia mais...
Uma das grandes iniciativas ligadas ao 1.º Festival Internacional de Cinema do Brasil, a realizar-se em fevereiro do ano que vem, em São Paulo, é a vinda da Retrospectiva Mundial de Cinema, (...) Leia mais...
Desde que Bing Crosby e Ingrid Bergman, na pele de um padre e uma freira, andaram ensinando umas crianças pobres a manejar aquele cajado de baseball chamado bat e a jogar box, (...) Leia mais...
A última imagem que tive de Ann Sheridan foi bem melhor que a de outros, quando a vi, não mais em pessoa mas na tela, numa joça que estão levando no Odeon e que se chama Na noite do crime, (...) Leia mais...
Volta hoje às telas cariocas um dos mais notáveis filmes americanos do post-silencioso. Trata-se da adaptação cinematográfica do famoso livro de Erick Maria Remarque, Nada de novo na (...) Leia mais...
Nem todo o mundo sabe que Lewis Milestone, o diretor de Nada de novo no front, é russo de nascimento. Poucos cineastas, no entanto, melhor captaram o verdadeiro sentido do cinema americano, (...) Leia mais...
Dirigido por Norman Z. Mc Leod (o z por Zebra), esta fitinha da Paramount seria o fim - ou melhor, o "phyn", como diz uma amiga minha para caracterizar o limite da ruindade - não fosse por Fred (...) Leia mais...
Existe gente que é basbaque e gente que não é basbaque. À primeira classe pertence essa adorável porção de humanidade que pára diante de camelôs na rua, fica no aeroporto à espera de Silvana (...) Leia mais...
A notícia de que um grupo de capitalistas brasileiros estaria tentando trazer Charlie Chaplin para o Brasil, caso a estátua da Liberdade lhe desse sinal vermelho à entrada do porto de Nova York, (...) Leia mais...
Jane Powell é uma verdadeira compota de goiaba. Mas nem mesmo dada de colher por Fred Astaire neste novo musical da Metro, Núpcias reais, é ela facilmente digerível. Esta menininha cem por (...) Leia mais...
A idéia do I Festival Brasileiro de Cinema nasce em Punta del Este, de uma frase casual que Phil Reissman, um dos diretores da RKO, soltou a Jorge Guinle à mesa da delegação americana, no dia do (...) Leia mais...
Ser bom fã não é só gostar de ir ao cinema. (Cf.: O sertanejo é, antes de tudo, um forte.) É preciso também saber ir ao cinema. O sujeito, por exemplo, que senta muito longe da tela, tem para mim (...) Leia mais...
Colette é uma escritora a quem se pode negar tudo menos isso. A velha escreve bem. Chéri e La Fin de Chéri, livros que eu li nos idos de 30, além de serem bons romances são livros com (...) Leia mais...
Muita gente me tem perguntado, desde o início da publicação em folhetim da minha novela "O bueiro", aos domingos, neste vespertino, se ela foi inspirada no filme de Billy Wilder The Big (...) Leia mais...
A revista O Cruzeiro vende, sabidamente, uns 400 mil exemplares. Há quem diga que vendeu mais. Não importa. Mas quando esses 400 mil exemplares transmitem a 400 mil compradores e assinantes (sem (...) Leia mais...
Eu gosto de fita de gorila. Eu também gosto de fita que tem índio e de fita que tem piratas. Mais de tudo eu gosto de fita que tem leão na África e que a moça fica presa na caverna e o leão vem (...) Leia mais...
Na Escola das Artes, duas especialmente, mostraram, em nossos dias, sua extraordinária capacidade como lutadores antifascistas: a poesia e o cinema. Com relação a esta última é coisa mais fácil de (...) Leia mais...
Meu avô é a única pessoa que eu conheço que não acredita no cinema. Ficou com os calungas da Lanterna Mágica, E vá alguém convence-lo de que aquilo tudo existe realmente, que Greta Garbo ou (...) Leia mais...
Quando, há coisa de ano e pouco, entrevistei em Hollywood o jovern ator negro James Edwards - personagem principal do filme Home of the Brave, ora em exibição sob o título O clamor (...) Leia mais...
Adaptado livremente de um conto do saudoso Lobato, o novo filme da Maristela, O comprador de fazendas, vem comprovar a tese de que, a passo de cágado que seja, o cinema brasileiro está (...) Leia mais...
Porque o grande cineasta resolveu apresentar Mack Sennett no Festival de Cannes - "Tudo isso é uma loucura" - Ali Khan Sempre Presente... Viva Zapata, Due Soldi di Speranza e (...) Leia mais...
Justice est faite (em português: O direito de matar), o filme de André Caillote e Charles Spaak, com fotografias de Jean Bousgoin, é, mais que uma interrogação sobre o problema da (...) Leia mais...
A crônica ideal para esse filme seria um quadrado em branco, com o título tipografado em tinta invisível. Mas a época não está para tais desperdícios de papel nem de matéria, porquanto seja (...) Leia mais...
Em suas novas aventuras macabras, Frankenstein, que já foi Boris Karloff e agora passou a ser Lon Chaney Jr. (os produtores chamam-no Lon Chaney tout court em homenagem a seu famoso papá), (...) Leia mais...
De São Paulo - O Festival de Cinema da Bienal, que teve lugar recentemente, constituiu mais uma prova da capacidade ímpar de organização dentro do complexo brasileiro, dos intelectuais e do povo (...) Leia mais...
A idéia de criar no novo Museu de Arte Moderna uma seção de cinema - poderia ser convenientemente entrosada com a Cinemateca Brasileira, de cuja criação Alberto Cavalcanti está cuidando e abre (...) Leia mais...
Eu aconselho a todos que vão ver este Lanceiro invencível, feito sobre a extraordinária vida do cavaleiro Du Guesclin, herói francês de têmpera, superlativo, porque é este um filme sério e (...) Leia mais...
O jogo tem sua origem, como sói dizer, na mais remota antigüidade. Os homens primitivos da Austrália e África do Sul costumavam praticar adivinhas à maneira das que hoje correm, levando o (...) Leia mais...
Não leitor, eu estava enganado quando, ontem, te anunciei que a Coisa tinha chegado. A Coisa é outra. Fui ver O monstro do Ártico (The Thing - que em inglês quer dizer A (...) Leia mais...
O mundo é um teatro, no Metro. Imagina, leitor, escadas em profusão, escadas. Nessas escadas, subindo e descendo, imagina girls, americanas pernaltas, enfeitadas do que a própria natureza (...) Leia mais...
O não-senso (fica melhor em inglês: nonsense) é uma forma de espírito que só serve quando inocente. Nada mais duro que a forma nonsensical quando ela não corresponde a uma (...) Leia mais...
A questão do realismo tem dado margem a que se diga mais sensaborias temperamentais que qualquer outro assunto considerado atual dentro dos quadros da arte contemporânea. De um lado, (...) Leia mais...
Uma das coisas que nunca consegui entender é esse fato que Hollywood, sempre às voltas com concursos, certames e reuniões, para a escolha do "melhor", da "miss", do "ás", do "crack" (...) Leia mais...
Ao criar o último filme sobre o problema da relação de negros e brancos nos Estados Unidos - o último de uma série que se tem caracterizado pela recusa sistemática a enfrentar a questão de cara -, (...) Leia mais...
O diretor Hugo Fregonese, um argentino de boa pinta que chegou a Hollywood aí por volta de 1945 (lembro-me que o via freqüentemente em casa de Carmen Miranda, nos gostosos banhos de piscina de (...) Leia mais...
Monumentais ruínas e imponentes castelos e templos medievais são o fundo desta mediocrérrima produção italiana O príncipe pirata, no primeiro plano da qual funcionam Vittorio Gassman, o (...) Leia mais...
Farei hoje uma pequena pausa para meditação, com relação às crônicas que vinha dando sobre Alberto Cavalcanti e o Instituto Nacional de Cinema, a fim de trazer o apanhado semanal sobre os cartazes (...) Leia mais...
Esta indagação deve ter ocorrido mais de uma vez ao espectador que não se contenta apenas com o que se passa diante de seus olhos na tela. O que é cinema? deve ele se ter perguntado da mesma forma (...) Leia mais...
Ontem fui à Cinédia, a convite de Orson Welles, para vê-lo um pouco em ação. Anteontem o havia encontrado em Copacabana, e, como sempre acontece quando o encontro, toda a minha admiração e (...) Leia mais...
Orson Welles vem ao Brasil. Convenhamos que o fato se reveste da maior importância para os apaixonados do cinema. Welles é sangue novo, sangue produzido espontaneamente da revolta de um organismo (...) Leia mais...
Minha opinião de reportagens coletivas - em que pese a minha consciência de repórter - era a de uma grande superficialidade. Achava muito difícil as pessoas serem absolutamente como são diante de (...) Leia mais...
O espírito do epigrama francês nem sempre consegue ser sutil. Às vezes, como neste Caroline Chérie - feito pelo diretor Richard Pottier sobre um roteiro que conta com o nome de Jean (...) Leia mais...
Este filme de Loretta Young traz à mente uma cena que se deve repetir freqüentes vezes nos estúdios de Hollywood. Um dia, um diretor é chamado para uma conversa com os big bosses de uma (...) Leia mais...
Um dos grandes sonhos da minha vida foi ser herói de um livro que li na infância, e que se não me engano se chamava O homem-peixe. A história me transportava perdidamente e o meu amor ao (...) Leia mais...
O timezinho de diretores que formei aqui há duas semanas, a pedido de uma amiga minha fã de futebol, fez com que outra me pedisse o mesmo com grandes atores. Como a mania de times anda forte, com (...) Leia mais...
Outro dia, minha amiga Danuza Leão arregalou muito os seus grandes olhos azuis e me perguntou no seu jeito juvenil de falar quais eram para mim os 11 maiores diretores de cinema. Pertence ela a (...) Leia mais...
Os três problemas fundamentais do cinema, hoje quase esquecidos ou pelo menos desvirtuados do seu fim preciso, são: o cenário, a direção e a montagem. Em essência, os três elementos (...) Leia mais...
Do regresso de Punta del Este... - mas chega de Punta del Este! É doce estar de volta, apesar da carne, apesar do calor, apesar de tudo. É doce vir novamente ocupar este retângulo - tão (...) Leia mais...
Meu amigo Sérgio Figueiredo disse-me outro dia num bar - onde eu me achava possuído de um certo trauma lírico - que eu "estava muito Pier Angeli". Apesar de ainda não ter visto Teresa, (...) Leia mais...
Da estirpe ilustre dos Renoir, oficial da Legião de Honra, presidente de honra da Federação Nacional de Espetáculos, professor do Conservatório Nacional de Arte Dramática, sucessor legítimo de (...) Leia mais...
Por volta de 1948, o crítico Jean Desternes ouviu uma série de diretores sobre a questão do realismo, entre os quais o americano Orson Welles, o alemão Pabst e os italianos Lattuada e Castellani. (...) Leia mais...
Por volta do princípio do falado, entre 1930 e 31, o escritor Phillipe Soupault havia descrito a cinematografia italiana como "a pior do mundo". Não estaria o francês sendo injusto para com uma (...) Leia mais...
Houve no mundo coisa mais linda que a semana passada? Eu não me lembro, longe, no tempo, de ter visto um azul assim tão frio e limpo, sobre esta lírica Cidade. Nem nunca as mulheres cumpriram (...) Leia mais...
Enquanto pratica a sua detençãozinha num hospital de Nova York, Richard Conte vê-se, nesse novo filme, Quando a noite desce, às voltas com uma enfermeira com cara de passarinho chamada (...) Leia mais...
Mack Sennett, pai de Chaplin e avô do biquíni Emoção de muitos críticos e diretores ilustres diante de um velho que lhes contou como tinha descoberto Carlitos E a (...) Leia mais...
O filme japonês Rasho-Mon, que levantou o primeiro prêmio no Festival Cinematográfico de Veneza de 1951 - e que, de tão superior aos demais, nem pôde ser computado na premiação de Punta del (...) Leia mais...
Poucos filmes realmente bons - fracas as produções brasileiras apresentadas no festival Para mais de trinta películas de longa-metragem foram exibidas no II Festival de (...) Leia mais...
A violência física tem sido um dos pratos que Hollywood prepara com maior esmero para as platéias do mundo. Consciente de que para escapar à realidade de seus problemas magnos - o que significaria (...) Leia mais...
Conversando há pouco tempo com meu primo Prudente de Moraes, neto, perguntei-lhe se não sentia qualquer coisa que indicasse haver uma nova geração se formando para as letras do Brasil. Prudente (...) Leia mais...
Vou repetir sua dificuldade, meu caro Ruben Muller, em relação à minha frase sobre o cinema que "visualiza" e o cinema que não visualiza. Diz você em sua carta: "Uma frase sua me pareceu (...) Leia mais...
Recebi da leitora Malvina da Silva Figueiredo a seguinte carta que transcrevo sem sua autorização, porque afinal de contas nela sou tratado de "alfenim", e um homem chamado de tais palavras tem (...) Leia mais...
Eu peço novamente perdão a meu amigo J.O., da coluna Cinema, mas o fato parece-me bastante auspicioso para me permitir esta nova incursão em seus domínios. Uma Retrospectiva de Cinema Brasileiro - (...) Leia mais...
Adeus, John Ford, velho irlandês áspero de fundos sulcos no rosto macerado. Adeus, desbravador de petróleos horizontes, macho insigne do cinema, fabricante de heróis displicentes sempre a (...) Leia mais...
Rio escondido é, se não me engano, uma das primeiras fitas consideradas importantes da dupla Emilio Fernandez-Gabriel Figueroa. Estrelado por Maria Félix, a atriz mexicana e o filme também. (...) Leia mais...
Romance de circo é uma joça. Lá está ela no Odeon, leitor incauto, confiante na tua parvoíce. Sei que não deixarás de ir pelo que te digo, e no fundo fazes muito bem. Eu também sou um parvo (...) Leia mais...
Sete anos apenas depois de terminada a maior chacina da história; sete anos apenas depois do achado macabro dos campos de concentração nazista - cadáveres esquálidos e luminosos, a quem a tortura (...) Leia mais...
Citizen Kane está acabando seus dias na cidade. Agora vão começar as mutilações nos cinemas de bairro, os desgastes do celulóide e o filme logo entrará no seu processo de caquexia; daqui a (...) Leia mais...
Morre, leitor, de inveja. Amanhã por essas horas, deverei estar a meio caminho de Punta del Este, o grande balneário uruguaio onde está sendo realizado o segundo Festival Cinematográfico da (...) Leia mais...
O fã carioca terá breve ensejo de ver uma das realizações mais espetaculares dos últimos tempos. Queremos nos referir a As minas de Salomão, sobre o conhecido romance de Rider Haggard, de (...) Leia mais...
Sam Wood nunca foi um grande diretor, mas quando o assunto o ajuda sente-se nele um esforço para melhorar a direção. Evidentemente, ninguém consegue fazer de Cartas do mesmo naipe, (...) Leia mais...
Um grande filme é uma coisa de sensibilidade tão fácil, que - força e persuasão da imagem visual - freqüentemente vence o embrutecimento do público, provocado pelo hábito de ver mau cinema e pelo (...) Leia mais...
A crença na licantropia (transformação de gente em bicho) é, eu estive sabendo, antiqüíssima no mundo, e tem servido de base a todo um lore especialmente entre os povos de origem nórdica e (...) Leia mais...
Um dia, há anos, Orson Welles fez uma palestra sobre Hollywood, no Instituto Brasil-Estados Unidos. Eu guardo dessa reunião duas impressões inesquecíveis: uma é de ter apresentado o Cidadão Kane a (...) Leia mais...
Frank Launder e Sidney Gilliat são gente muito safa em thrillers de classe, ambos escreveram para Alfred Hitchcock, esse mestre em "suspense", o famoso The Lady Vanishes (A mulher (...) Leia mais...
A sua colocação do cinema sonoro, Occhialini, não é que seja impura; quem conhecer você sabe, se tiver uma parcela de intuição, que você é um homem puro, fundamentalmente puro em suas colocações. (...) Leia mais...
Mais um filme brasileiro, mais uma desilusão. Parece incrível que mesmo em produções modestas como essa Segura esta mulher, da Atlântida, não se capriche a apresentação de um espetáculo tão (...) Leia mais...
A opinião corrente é que O lobo da montanha não vale grande coisa. Mas Silvana Mangano vale. A jovem atriz italiana, com quem o Rio não simpatizou muito, é um verdadeiro pão da terra. Uma (...) Leia mais...
O smorgasbord é uma espécie de hors-d'oeuvre ou antipasto mamútico quase tão complexo como a palavra, do qual participam não só os ingredientes usuais, quais sejam fatias de (...) Leia mais...
Sem ser um grande filme - um filme exatamente à altura do último Mark Robson, um diretor que de início prometeu muito mais -, a nova produção da Universal-Internacional ora em cartaz resta uma (...) Leia mais...
Uma das apresentações do I Festival de Cinema da Bahia, realizado com tanto sucesso na última semana de abril passado, foi Sob o sol de Roma, direção de Renato Castellani. Lembro-me de ter (...) Leia mais...
Notícias que correm sobre as possibilidades de um Festival de Cinema no Rio de janeiro tornaram oportunas estas ponderações sobre esse gênero de certames, os quais, quer me parecer, deveriam ser (...) Leia mais...
Detentor de um prêmio cinematográfico, o último filme do grande Pierre Fresnay não se coloca, no entanto, à altura de um Monsieur Vincent ou um Deus necessita dos homens. Como (...) Leia mais...
Dirigido por Ruggero Jacobbi, a nova produção da Maristela, Susana e o presidente, constitui uma fitinha, sob muitos aspectos, bastante apreciável. Em primeiro lugar é um prazer dos deuses (...) Leia mais...
Na próxima segunda-feira, dia 3, o Círculo de Estudos Cinematográficos dará aos seus associados, à crítica e a um grupo de intelectuais especialmente convidados, isso que em cinema se chama um (...) Leia mais...
Que coisa, seu! Pois é, Judy Canova no Odeon e no Roxy. Por falar em feiúra, tive a impressão de ver Elsa Maxwell no filme. Coitada da Columbia! Anda tão pobrinha que, em duas fitas, no mesmo (...) Leia mais...
A tauromaquia é uma arte que não me apraz. Tive a oportunidade de assistir a uma novilhada, na grande praça da Cidade do México, e nunca o meu vago-simpático reagiu tanto como nessa corrida (...) Leia mais...
Cinema, todos sabem, é a arte da imagem em movimento. Ou a sua indústria, como querem os mais espertos. Arte ou indústria, ou ambas, o fato é que o cinema é, em nossos dias, o mais completo e (...) Leia mais...
Precedida de pouca publicidade - muito menos do que se poderia esperar, o que foi um erro - chegou finalmente às telas cariocas a segunda produção da Vera Cruz, Terra é sempre terra, título (...) Leia mais...
Como obra de cinema, o principal defeito de Terra é sempre terra é a sua falta de "tempo cinematográfico". O diretor, Tom Payne, terá que capinar muito nesse sentido, se quiser ser um bom (...) Leia mais...
Aos que não sabem o que é a Coisa, eu lhes direi: Cuidado com ela! A Coisa anda por aí, e ela se mexe. Não é a Coisa coisa com que se brinque, e eu aconselho vivamente a todas as mães de família (...) Leia mais...
A reapresentação - feita muito de indústria pela Marca do Leão neste momento de agravos sociais - de sua superprodução Maria Antonieta dá margem a um comentário extracurricular que, tenho a (...) Leia mais...
Os mais importantes documentos cinematográficos contra o fascismo foram os revelados pelo olho da câmara dos cinegrafistas em missão na Europa. Nada nunca se aproximará, em intensidade dramática, (...) Leia mais...
Baseando-se numa história de Rudyard Kipling - essa grande flor literária do Colonialismo -, o novo filme da Metro em cartaz não vai muito lá das pernas devido aos exageros de caricatura habituais (...) Leia mais...
Eu amiga ver Tarzan Ritz. Amiga bonita. Tarzan mais bonito e forte que eu. Azar meu. Amiga mais bonita que Jane. Jane chata. Jane cara burra. Namorada mais inteligente que Jane. Rainha preta (...) Leia mais...
Porque hoje eu estou de lua, e positivamente me recuso a fazer crítica da filmasnice que vi ontem, divagarei, divagarei, divagarei. Não tenho em absoluto idéia do que vai sair daqui, mas a pressão (...) Leia mais...
Trata-se, quero supor, de um gesto simpático de Hollywood, em relação a nós. A gente assiste aquela patacoada toda, vê efêmeras paisagens cariocas, fica furioso de saber como Carmen Miranda (...) Leia mais...
Dos cartazes a entrar agora esta semana, eu cheguei a ver dois nos Estados Unidos: As minas de Salomão e A Vênus moderna. O primeiro ninguém deve perder, não porque se trate de um (...) Leia mais...
Ó jovem, loura, sorridente, cantante Jane Powell Você pode ser muito bonitinha mas você é um bocado pau! Sua cara parece um sabonete num banheiro de ladrilho E você canta mais agudo do (...) Leia mais...
Greer Garson é uma linda criatura, indubitavelmente. Pude mais uma vez constatá-lo nesse Mrs. Parkington, dirigido por Tay Garnett: um filme sensaborão mas iluminado pela curiosa presença (...) Leia mais...
Quem se lembra de uma fita chamada El Dorado, que só mais tarde soube tratar-se de um clássico de arte, exibida faz muito tempo no Central, hoje também Eldorado (onde se entrava com uns (...) Leia mais...
Não, não te verei outra vez, embora não sejas ruim de todo. Mas ficas num meio-termo morno, e nada deixas ao espectador senão uma vaga melancolia tipo Natal. Não te verei outra vez porque tinhas (...) Leia mais...
O sr. Moniz Viana é um rapaz de boa aparência, com um ar de moço que bebe leite e fuma de piteira. Na verdade, não sei se ele bebe leite e fuma de piteira, e vamos deixar de bobagem porque - não (...) Leia mais...
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