|
||
|
Segunda carta ao físico Occhialini, caso ele ainda não tenha partido, ou a outra mente, a quem quer que sinta como ele A sua colocação do cinema sonoro, Occhialini, não é que seja impura; quem conhecer você sabe, se tiver uma parcela de intuição, que você é um homem puro, fundamentalmente puro em suas colocações. Eu a acho, se você quiser (e você, grande físico, perdoe-me a impostura ... ), pouco... científica. Você aceita o sonoro em cinema como uma facilidade histórica, digamos assim, como uma fase no desenvolvimento normal de uma árvore em crescimento. Você acha o silêncio uma verdade que se usou, que deu o que tinha para dar, que cresceu até onde tinha que crescer e ali murchou, sendo preciso podar ou enxertar novos galhos, naquele momento da árvore vencida. 08.05.1942 |