Poesia
Soneto de véspera
Quando chegares e eu te vir chorando De tanto te esperar, que te direi? E da angústia de amar-te, te esperando Reencontrada, como te amarei? Que beijo teu de lágrimas terei Para esquecer o que vivi lembrando E que farei da antiga mágoa quando Não puder te dizer por que chorei? Como ocultar a sombra em mim suspensa Pelo martírio da memória imensa Que a distância criou – fria de vida Imagem tua que eu compus serena Atenta ao meu apelo e à minha pena E que quisera nunca mais perdida...
Oxford, 1939 in Poemas, sonetos e baladasin Antologia Poéticain Livro de Sonetosin Poesia completa e prosa: "O encontro do cotidiano"
Notas