Poesia
Soneto de despedida
Uma lua no céu apareceu Cheia e branca; foi quando, emocionada A mulher a meu lado estremeceu E se entregou sem que eu dissesse nada. Larguei-as pela jovem madrugada Ambas cheias e brancas e sem véu Perdida uma, a outra abandonada Uma nua na terra, outra no céu. Mas não partira delas; a mais louca Apaixonou-me o pensamento; dei-o Feliz – eu de amor pouco e vida pouca Mas que tinha deixado em meu enleio Um sorriso de carne em sua boca Uma gota de leite no seu seio.
Rio de Janeiro, 1940 in Poemas, sonetos e baladasin Antologia Poéticain Livro de Sonetosin Poesia completa e prosa: "O encontro do cotidiano"
Notas