Mar
Na melancolia de teus olhos Eu sinto a noite se inclinar E ouço as cantigas antigas Do mar. Nos frios espaços de teus braços Eu me perco em carícias de água E durmo escutando em vão O silêncio. E anseio em teu misterioso seio Na atonia das ondas redondas. Náufrago entregue ao fluxo forte Da morte.
in Poemas, sonetos e baladasin Antologia Poéticain Poesia completa e prosa: "O encontro do cotidiano"